quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Fanfic Blair e Chuck Capítulo 24 - Beautiful Girls

Blair
“Estúpido Chuck Bass.”
Esse foi o primeiro pensamento que correu pela mente de Blair assim que ela entrou em seu apartamento. Ela segurava os sapatos em suas mãos para não fazer barulho, e não pôde evitar se sentir como uma adolescente em fuga – ou nesse caso, numa entrada sorrateira.
Ela rapidamente subiu as escadas, tomando cuidado para não tropeçar no vestido.
Quando abriu a porta de seu quarto, foi surpreendida.
- B.! Onde você estava? – Serena levantou-se da cama da amiga. Dorota estava sentada ao seu lado.
- Ah, droga... – Blair fez uma careta. Ela não tinha tempo para dar explicações.
- Senhorita Blair, fugir da igreja não foi uma atitude admirável.
- E desde quando eu me permito não ser feliz por medo de não cometer atitudes admiráveis, Dorota? Digamos que daqui para frente eu me concentro somente em atitudes... Memoráveis.
- Bem, aquela saída dramática com certeza foi memorável... – Serena acrescentou, meio baixo. – Blair, onde você estava? – agora Serena parecia realmente preocupada.
- Eu estava... Por aí. – ela mordeu o lábio inferior.
- Você foi atrás do Chuck, não foi?
Blair desviou o olhar. – Talvez... – depois ela suspirou. – Ah, Serena. Eu cometi um grande erro mandando Chuck embora no dia do ensaio. No fim, eu percebi que concordava com tudo o que ele disse. Percebi um tanto tarde, eu concordo. – ela revirou os olhos e voltou a encarar Serena.
Primeiramente, a loira ficou séria. Depois, sorriu.
- Sim! – Serena bateu na mão de Dorota. – É isso aí, Dorota. Nós acertamos!
- Vocês andaram fazendo apostas às minhas custas?
- Eu não chamaria de aposta... Já que se fosse, todos que conhecem vocês dois naquele casamento apostariam na mesma coisa. Então não teria graça. Mas, porque você voltou para cá? O que houve? Não me diga que ele...
- Não. Nem diga isso. – Blair afastou o pensamento assustador de que Chuck poderia não aceitá-la de volta. – Aquele... Otário disse que não iria me beijar enquanto eu não me desfizesse dessas pequenas... Lembranças, do casamento. – ela revirou os olhos e apontou para o vestido. – Dá pra acreditar? Ele fugiu do meu beijo!
- Teria sido mesmo muito estranho. – Serena concordou.
- Serena! – Blair brigou.
- O que é? É o Chuck, mas ele ainda tem sentimentos... Enfim Blair, corre! Ele deve estar louco para ficar com você!
- Eu tenho o pressentimento de que você está... Feliz? – Blair arqueou uma sobrancelha.
- É claro que eu estou! – Serena exclamou, como se acabasse de ter dito a coisa mais óbvia do mundo. – B., desculpe por te dizer isso, mas eu percebi que você não gostava mais de Louis no momento em que... Ah, eu nem sei. Acho que eu sempre soube que você não era apaixonada por ele como era por Chuck.
O queixo de Blair caiu. – E por que diabos você não me disse isso antes?!
- Por que você iria ficar negando os fatos... E encontrando desculpas para mostrar que Louis era o “amor certo”. – Serena revirou os olhos enquanto usava a expressão da amiga.
- A senhorita Blair tinha que perceber ela mesma, sem a ajuda dos outros. – Dorota intrometeu-se.
 - Outros?! Quem mais sabia disso?!
- Bem... Acho que todos! Todos nós que acompanhamos a história de vocês de certo modo sabíamos! Nate, Eric, Rufus, minha mãe... Até Dan já estava ficando cansado desse drama.
- Então todos vocês... Aprovam?
- É óbvio que sim! B., seus olhos brilham quando você está com ele. Eu sei o quanto piegas isso soa, mas é a mais pura verdade. E vocês terão um bebê!
- Eu sei! – ela sorriu e abraçou Serena. – E é exatamente por isso que eu tenho que me livrar desse vestido! Vamos, me ajude! Eu preciso encontrar algo menos... Matrimonial para vestir.
- Senhorita Blair, que tal esse? – Dorota já havia eficientemente selecionado um vestido. E havia feito um bom trabalho.
Ela pensou por um momento antes de responder. Mas a verdade é que não lhe restavam dúvidas. - É perfeito.
Elas ajudaram Blair a se vestir, e quando terminou ela se virou para o espelho e analisou seu reflexo.
O vestido era num tom rosa-claro, bem feminino. Ele envolvia graciosamente a barriga de Blair, e não era largo como os que ela havia usado ultimamente. – Chuck sabia que ela estava grávida, ela não tinha que esconder sua barriga dele. O vestido acaba um tanto antes dos joelhos, e ao visualizar o fim de suas pernas, Blair lembrou-se de algo.
- Sapatos!
Ela foi até seu closet e escolheu um par de Louboutins que ela nunca havia usado. Eram simplesmente incríveis. Toda a parte da frente continha uma espécie de... Arranjo de pedras rosa-escuras. O brilho e extravagância dos sapatos equilibravam a simplicidade do vestido.
Ela demorou mais alguns minutos para fazer a maquiagem e arrumar os cabelos, os quais ela deixou soltos, caindo graciosamente em suas costas.
Blair borrifou seu perfume favorito, e de repente estava pronta. E ao mesmo tempo também estava nervosa.
- B., o que foi? – Serena disse, notando a expressão angustiada de Blair.
- Eu acho que estou... Meio nervosa.
- Não me diga que está nervosa porque vai se encontrar com Chuck. Perdoe-me, mas isso é coisa de casais recém-formados e...
- Não, não é esse o problema.
- Então o que foi?
Blair suspirou. – É só que... Eu não sou mais a mesma. – ela disse cautelosamente.
- B., você está me preocupando. Por acaso você fez uma tatuagem, piercing ou algo do tipo?
- É claro que não! Estou falando... – ela suspirou mais uma vez. – Do meu corpo. Ele não é mais o mesmo. Você ficaria surpresa em saber o que alguns meses de gravidez podem causar.
Serena sorriu docemente, entendendo a preocupação de Blair.
- Blair, eu tenho certeza de que Chuck te achará linda de qualquer maneira, assim como ele sempre achou. Não se preocupe.
- Obrigada S. – ela piscou lentamente, ainda não muito convencida. – Eu preciso ir, Chuck está me esperando! – um sorriso surgiu em seus lábios.
Ela já estava se virando para sair quando Serena se lembrou de algo.
- Blair, espera!
- O que foi?
- O anél! Tire o anél!
- Droga!
Ela rapidamente arrancou o anél amarelo de seu dedo. Depois, foi até a escrivaninha e pegou papel e caneta. Ela suspirou, pensando no que escrever. Afinal de contas, Louis fora importante para ela, alguém a quem ela devia muito e que não era uma pessoa ruim. Ela encostou a ponta da caneta no papel.
“É lindo. Mas não é meu.
Obrigada e me desculpe por tudo.
- B.”
 Ela enrolou o papel e o posicionou no buraco do anel. E deixou-o alí mesmo. Sabia que Louis voltaria para pegar suas coisas.
- B.! Vai logo! – Serena gritou. – Ah! Espera! Só mais uma coisa. – ela tocou o braço da amiga. Blair a olhou, confusa. – Você entende que será... Difícil, certo? Repórteres irão aparecer, vão pedir explicações...
- Eu sei. – ela sorriu. – Mas eu também sei que você estará do meu lado, me ajudando a contornar todos esses obstáculos.
- Pode apostar que sim. – Serena sorriu, apertando a mão de Blair. Depois ela a puxou para um abraço. – Agora vai!
- Céus, Serena. Parece que você está mais animada do que eu.
- Eu acho que estou mesmo! Você sabe como eu gosto de finais românticos. Vai, vai!
Blair correu, com a esperança de que pudesse encontra um táxi novamente a essa hora da noite.
Mas Nova Iorque é a cidade que nunca dorme, estou certa?


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Fanfic Blair e Chuck Capítulo 23 – Craving Your Kiss

Chuck
Chuck continuava escutando batidas quando abriu os olhos. Não eram bem batidas, estavam mais para socos. O som estava meio abafado, mas ainda assim ele o escutava.
- Chuck! – ele ouviu alguém gritar.
Ele olhou o quarto, confuso. Estava demorando mais tempo do que o necessário para perceber o que estava acontecendo.
- Chuck! Eu sei que você está aí!
Ele reconheceu a voz de Blair e finalmente percebeu que deveria liberar a porta do elevador.
Chuck tinha certeza de não estava mais sonhando quando a viu. Mas então, o que diabos ela estava fazendo alí?
- Blair. – ele disse, cautelosamente.
- Chuck. – ela respondeu no mesmo tom apreensivo que ele havia usado.
- Há quanto tempo você está aí? – ele perguntou, preocupado.
- Só alguns minutos. Desculpe se o assustei.
Ele percebeu que ela não tornaria a falar se ele não desse rumo à conversa.
- Você não deveria estar se casando?
- Provavelmente. – ela relaxou um pouco, suspirando. Seus olhos encararam o chão, e depois encontraram novamente os olhos castanhos claros de Chuck. – Eu não fui adiante. Eu não aceitei. – ela disse, mudando sua voz para um tom mais feliz.
O coração de Chuck se acelerou. Ele precisava perguntar.
- E porque você não o fez?
Ela deu um passo, saindo do elevador e ficando a poucos centímetros de Chuck.
- Eu só percebi que não seria a decisão correta... – ela fez uma pausa dramática, brincando um pouco com a situação. Mas essa não era a hora para brincadeiras. - ...Já que cada nervo do meu corpo só me dá sinais de que eu sou insanamente apaixonada por você.
Lentamente, Chuck abriu o sorriso mais sincero de toda sua vida.
Ele ainda não havia dito nada. Apesar de estar concentrado nos olhos de Blair, sua mente permanecia trabalhando à mil.
Finalmente: Blair havia aberto os olhos. Finalmente, depois de todo esse sofrimento, eles estariam juntos.
- Então eu corri. – ela continuou. – E não parei até chegar aqui.
Chuck levantou as sobrancelhas.
Blair revirou os olhos. Chuck realmente a conhecia. - Tudo bem, eu posso ter pegado um táxi assim que saí da igreja, mas que diferença faz? Aliás, aquela coisa era nojenta. Eu abri mão de uma limusine só para que eu pudesse chegar aqui mais rápido. Você deveria me agradecer.
Ele riu, quase tão baixo que Blair poderia até não ter notado. Mas o fato era que aquele sorriso bobo permanecia na boca de Chuck, e Blair o estava admirando.
- Chuck? – ela perguntou, com uma voz baixa e sedutora.
- Sim?
- Por que você ainda não me beijou? – ela sussurrou lentamente, e se aproximou ainda mais dele. Agora seus lábios estavam separados apenas por milímetros. Ela podia sentir a respiração de Chuck ficando irregular, um tanto mais rápida.
Ele engoliu em seco antes de responder. – Blair? – ele conseguiu dizer com dificuldade.
- Sim? – ela respondeu no mesmo tom sedutor usado antes, mas já estava ficando irritada.
- Eu não vou te beijar enquanto você não tirar esse anél ridículo do seu dedo. E esse vestido... – ele tombou a cabeça para o lado, como não soubesse certamente o que dizer. - Ele também não me agrada.
Blair afastou-se um pouco, compreendendo o que havia feito. Ela olhou pra baixo, encarando seu vestido de noiva. O grande anél amarelo de noivado também ainda estava em seu dedo. Ela havia saído tão rápido da igreja que nem havia se lembrado desse pequenos... Detalhes.
- Bom, você pode me ajudar a me livrar desse vestido se você quiser. – ela arqueou uma sobrancelha.
- Por mais que eu adoraria rasgar esse vestido – nessa hora, foi a respiração de Blair que começou a se acelerar. Ele puxou Blair pela cintura, segurando-a forte. -, destruí-lo, e fazer restar somente pedacinhos dele pelo chão. Mas no entanto, isso não me parece certo.
- Ah, por favor! – Blair bufou em protesto. – Veja bem, eu posso tirar eu mesma se você quiser. – ela pôs um braço para trás, tentando alcançar o zíper do vestido.
Chuck a impediu, segurando seu braço delicadamente.
- Blair. – ele tocou sua bochecha, acariciando-a. – Isso não lhe parece estranho? Quero dizer, você está usando seu vestido de casamento com Louis.  – ele fez uma careta ao dizer o nome do francês. Meio sem conseguir se controlar, ele brincou perigosamente com o zíper, resistindo à sua tentação.
Blair suspirou. – Bem, talvez você esteja certo afinal. – ela confessou, desapontada. – O que você sugere que eu faça, então?
- Vá para casa – ele suspirou, não entendia onde estava achando forças para fazer isso. -, troque de roupa, se livre desse anel repugnante e depois volte para cá. Ficarei te esperando.
Ela bufou, indignada. Ela franziu a testa. – Tudo bem. – sua voz ainda soava irritada, mas depois ela pareceu se lembrar de algo e ficou séria. – Bass, se você não estiver aqui quando eu voltar, eu juro por tudo nesse mundo que irei...
Ele a interrompeu. – Eu estarei aqui. Prometo.
- Certo. – Blair pareceu relaxar um pouco. – Deus, eu só espero que ninguém tenha chegado em casa ainda! Como eu explicaria o escândalo que fiz?
- Você fez um escândalo? – ele levantou as sobrancelhas e um sorriso malandro surgiu em sua boca.
- Talvez não tanto um escândalo quanto um vexame... Você claramente está achando graça nisso tudo. – ela disse, notando a expressão divertida de Chuck. Blair deu um tapa em seu braço.
- Eu ficaria mais do que feliz em escutar essa história mais tarde.
Blair simplesmente sorriu. – Eu volto em 20 minutos. Deseje-me sorte, vai saber se têm paparazzis aí na frente. – ela alcançou o botão do elevador e o mesmo abriu. – Não fuja, Bass.
- Eu não tenho motivos para fugir. E do que adiantaria? Você sempre me encontra afinal de contas. – ele arriscou.
Ela deu mais um pequeno sorriso antes de entra no elevador e ele se fechar.
Chuck esperou alguns segundos até que o elevador havia descido o bastante.
Ele rapidamente pegou o telefone e discou na recepção do hotel. 20 minutos... Ele podia criar alguma coisa.
Segurando o telefone com o ombro, ele foi até o cofre e digitou sua senha.
Ele pegou a caixinha aveludada.
- Sim. – ele disse quando foi atendido. – Preciso que alguém busque peônias... Muitas peônias.
Ele abriu a caixinha e o anél brilhou ao encontrar a luz do quarto.

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Fanfic Blair e Chuck Capítulo 22 - Dream A Little Dream Of Me


"Stars shining bright above you
(Estrelas brilhando acima de você)
Night breezes seem to whisper "I love you"
(As brisas da noite parecem sussurar "eu te amo")
Birds singin' in the sycamore trees
(Pássaros cantando nas árvores)
Dream a little dream of me
(Sonhe um pequeno sonho comigo)


Say nighty-night and kiss me
(Diga boa noite e me beije)
Just hold me tight and tell me you'll miss me
(Só me segure forte e diga que sentirá minha falta)
While I'm alone and blue as can be
(Enquanto eu estou tão sozinho e deprimido quanto poderia estar)
Dream a little dream of me
(Sonhe um pequeno sonho comigo)


Stars fading but I linger on dear
(As estrelas estão deseparecendo, mas eu permaneço aqui querida)
Still craving your kiss
(Ainda desejando seu beijo)
I'm longin' to linger till dawn dear
(Farei esse momento durar até o sol nascer querida)
Just saying this
(Apenas dizendo isso)


Sweet dreams till sunbeams find you
(Doces sonhos até que os raios de sol de encontrem)
Sweet dreams that leave all worries behind you
(Doces sonhos que te farão esquecer todas as suas preocupações)
But in your dreams whatever they be
(Mas em seus sonhos, quaisquer que eles sejam)
Dream a little dream of me...
(Sonhe um pequeno sonho comigo)..."

Chuck
Ele estava parado numa calçada, e via a entrada de um hotel, mas não fazia ideia de como havia parado ali.
Várias pessoas entravam e saíam do lugar a todo o momento. Famílias, grupos de amigas, executivos.
Ele reconheceu um rosto saindo pelas grandes portas: Dorota. Ela gentilmente sorriu e ele retribuiu.
- Senhor Chuck! Venha, estávamos esperando por você. A senhorita Blair está me deixando louca!
Blair? Chuck se interessou e resolveu seguir Dorota para dentro do hotel.
O lugar era grande, bonito. O saguão estava cheio de pessoas, que ele podia ver que eram dos mais diferentes lugares. Algumas apressadas, e algumas tentando resolver algum problema no balcão. Outras relaxando e lendo revistas ou simplesmente conversando. Em tese, não era nada muito diferente dos outros hotéis que já havia visto.
Mas o lugar tinha um algo a mais, um je ne se quois.
Chuck parou para admirar a linda escadaria forrada de tecido vermelho. Os corrimões eram dourados, assim como nos tempos dos filmes que Blair amava assistir.
Ele estava quase certo de que estava sonhando.
- Senhor Chuck? Vamos? – Dorota parou um pouco à frente, olhando confusa para ele.
- Sim, sim, É claro. – ele disse, acordando de seus devaneios. Uma hipótese começava a se formar em sua cabeça, mas ele precisava comprová-la. – A quem pertence esse lugar?
Dorota riu. – Do que está falando? É seu! Que pergunta.
Hipótese comprovada. Chuck sorriu. – Claro, claro! Eu... Me confundi por um momento.
Chegando ao final da longa escadaria, haviam dois corredores cheios de elevadores à esquerda e à direita. Chuck apertou o botão para subir.
- Senhor Chuck, o que está fazendo? Você sabe que esses são somente para hóspedes. Siga-me.
Ela alcançou um grande elevador, pelo menos três vezes maior que os outros. A porta do imediatamente se abriu, e eles entraram.
- Não vá me dizer que também esqueceu seu andar? – Dorota debochou. 
Chuck resolveu arriscar, e apertou o botão em que lia-se “Suíte Principal”. Ele sorriu, convencido. – Meio óbvio, não acha?
Dorota sorriu docemente.
- Diga-me, o que estamos indo fazer?
- Encontrar com a senhorita Blair! Como já lhe disse, ela está deixando Dorota louca. – ela sussurrou, como se contasse um grande segredo. – Ela quer sua ajuda para convencer as crianças de que uma noite sem os pais não é o fim do mundo.
- Crianças? – mas Dorota não ouviu a pergunta, e o elevador se abriu. E ele reconheceu uma voz.
- Charlotte Bass, quantas vezes eu tenho que te dizer que roubar minhas maquiagens e espalhá-las na face feito uma palhaça não é nada educado?   
Chuck seguiu o som até que encontrou Blair ajoelhada – com bastante dificuldade, devido ao tamanho do salto. Mas ela não estava sozinha, uma garotinha estava à sua frente.
Blair virou-se, e seus olhos se encontraram com os de Chuck.
- Graças a Deus, você chegou! – ela disse enquanto se levantava. – Eu não poderia estar mais estressada. Olhe o que sua filha fez!
Filha. Oh, Deus. Filha?! Chuck tinha uma filha. Bem ali, aliás. Na sua frente.
Agora Chuck tinha certeza de que estava sonhando. Afinal, Blair só teria o bebê daqui a muito tempo.
A menininha, que estivera de costas até o momento, virou-se também, e abriu um lindo sorriso.
- Papai!
A menininha correu e estendeu os pequeninos braços em direção à Chuck.
Chuck estava paralisado. Ele pôde ver a menininha realmente. Seu cabelo cor de chocolate parava um pouco abaixo dos ombros, formando perfeitos cachos ao final de cada mecha. As bochechas estavam cobertas por um excesso de blush rosa, do qual Chuck não pôde deixar de rir, apesar de ainda estar meio petrificado.
Ela era mesmo... Real?
- Oi, amor. – Blair inclinou-se deu um selinho delicado em Chuck. Ao ver o gesto, Charlotte fez uma cara de nojo.
- Eca!
Chuck riu.
- É a terceira vez que ela faz isso. – Blair franziu as sobrancelhas e cruzou os braços, analisando a cobertura rosa no rosto da filha. Ela permaneceu assim por um momento, mas depois não pôde deixar de rir também.
Toc, toc , toc!
Eles ouviram uma batida na porta, e Charlotte já estava a ponto de chorar porque Chuck ainda não havia a colocado no colo.
- Serena chegou. Ai meu Deus, Chuck. Não preciso de mais uma situação dramática com essa menina hoje! Pegue-a no colo de uma vez!
Chuck olhou Charlotte por um tempo, pensando no que fazer. Ela dava pulinhos e ainda estava com os bracinhos esticados. Meio assustado, Chuck resolveu pegá-la.
Charlotte era leve como uma pluma. No começo, Chuck estava nervoso, e se sentia desconfortável segurando uma criança que ele nunca havia visto. Mas depois ele começou a relaxar, e de repente carregá-la parecia surpreendentemente natural.
Ele voltou para a sala, procurando por Blair. E a encontrou abraçando Serena.
- Obrigada por fazer isso... Mas, você sabe, se estiver se sentindo insegura ou algo do tipo, Chuck e eu podemos...
- B. Pare. – Serena interrompeu a amiga. – Ai meu Deus, você se preocupa demais! Você precisa parar com essa crise de mãe-superprotetora. Ficaremos bem! Além disso, não é como se nós não tivéssemos feito isso antes, certo Charlie?
Serena virou-se para a menininha e sorriu, pegando-a no colo. Chuck não gostou muito, e involuntariamente um vinco se formou em sua testa. Segurar a menininha era bom, surtia um efeito calmante e tranquilizador nele. Relutante, ele permitiu que Serena a segurasse. – Dê um beijo em sua tia favorita!
- Onde está Nate? – Blair perguntou.
Serena checou o celular. – Deve estar chegando, provavelmente. Ficou combinado de ele ir buscar os gêmeos no treino, não é mesmo? Vocês têm algo pra comer, aqui? Estou faminta.
- Gêmeos? – Chuck perguntou. Em toda sua vida, ele não se lembrava de ter visto nenhum Upper East Sider com um gêmeo. Quem seriam estes?
Blair e Serena riram, como se Chuck tivesse feito algum tipo de piada.
- Sim, S. Nós temos comida. Vá procurar algo, sua preguiçosa! A cozinha é bem alí!
- Desculpe-me, mas eu estava sendo educada, uma ação com a qual você parece não se familiarizar, aliás, e esperando você me oferecer alguma coisa.
Blair revirou os olhos. – Tá, como se eu alguma vez tivesse te proibido de atacar minha geladeira.
Elas riram, e Serena puxou Charlotte para a cozinha.
Toc, toc , toc!
- Deve ser Nate! – disse Serena, antes de sair, e Dorota rapidamente foi abrir a porta. Segundos depois, dois garotinhos entraram voando pelo apartamento. Logo atrás deles vinha Nate, com a expressão mais cansada do mundo.
Serena voltou, segurando Charlotte em um braço e tentando abrir um pote de sorvete com a mão livre.
- Mããããe! Mããããe! – um dos meninos gritava.
Os cabelos cor de chocolate dos meninos enrolavam-se no topo da cabeça. Eram ambos da mesma altura, um pouco maiores do que Charlotte. Os garotos correram até Blair, que os abraçou e encheu de beijos nas bochechas.
Chuck sorriu. Era uma visão bonita.
- Meus campeões! Como foi o jogo? – Blair sorriu, animada.
- Nós ACABAMOS com a raça do Jake! – eles responderam em uníssono.
- É sério? – Blair ficou ainda mais feliz. – A mamãe está tão orgulh... – Mas ela parou quando viu o olhar de reprovação de Serena dava para ela. – Quero dizer, o... Anh... Importante não é vencer, e sim competir! Quer dizer, ganhar justamente! Ou melhor... Serena, eu não sei fazer isso! Que se danem as cordialidades do mundo moderno, meus filhos ganharam porque são vencedores, oras! Está no sangue! Porque eu deveria me sentir mal com isso?
Todos riram, aquilo era tão Blair.
- Porque estão rindo? Eu falo sério!
- Cara, vocês não têm noção do quanto eu estou cansado. Esses dois não são moleza! – Nate choramingou, não dando atenção à Blair.
- Oh Deus. Chuck, você acha mesmo que é uma boa idéia deixá-los tomando conta das crianças? Nate e Serena praticamente ainda são duas crianças!
- Ei! – Serena protestou, com a boca toda suja de sorvete de morango.
- Você sabe que é verdade, senhorita eu-não-estou-familiarizada-com-um-objeto-chamado-guardanapo.
Serena fez uma cara confusa, a qual Blair ignorou.
- Blair, podemos não ser as duas pessoas mais sérias desse mundo, mas eu e Serena ficaremos bem! Além disso, vocês dois precisam de uma... Saída. – Nate lançou um olhar malicioso para Blair.
- Pai! Você ouviu só? Nick e eu detonamos no squash hoje. O treinador disse que temos uma “habilidade notável”. – ele olhou para o irmão, tentando lembrar-se se essas foram mesmo as palavras usadas pelo treinador. O irmão confirmou, acenando com a cabeça. – Isso é bom, não é?
Chuck demorou um pouco para responder. Era tudo tão inesperado. Três filhos... Caramba.
- Pai? – o menino chamou.
- Sim, sim. É claro que isso é bom... É mais do que bom, é ótimo!
Os olhos de ambos os garotinhos brilharam, extasiados pelo fato de terem recebido um elogio do pai.
- S.! – Blair gritou, e só então Chuck percebeu que ela não estava mais na sala. – Você pode vir me ajudar a encontrar meus brincos?
- Qual deles? – Serena gritou de volta, enquanto cavava o pote de sorvete com uma colher.
- O de diamantes!
Serena revirou os olhos. – A pergunta é a mesma, Blair. Qual deles?!
Nate e Chuck trocaram um olhar e riram.
- Meu Deus, Serena. O que Chuck me deu de aniversário de casamento!
- A última vez que vi estava no seu criado-mudo!
- ACHEI!
- Viram? Chuck, você deveria convencer sua esposa a me pagar por esse tipo de serviço. – ela sorriu, convencida.
- Estou pronta! – Blair voltou à sala. – Acho que devemos ir, afinal o restaurant... Crianças!
Os gêmeos brincavam de luta no chão.
- Brandon! Largue seu irmão! Chuck, controle seus filhos! Eu saio por um segundo e a Terceira Guerra Mundial começa, assim não é possível. Nicholas, pare de chutar seu irmão!
- É, meninos! Parem de brigar! – Charlotte intrometeu-se. Ela colocou as pequenas mãozinhas na cintura, numa imitação naturalmente perfeita de Blair.
E mais uma vez, Chuck não pôde deixar de sorrir. Aquela cena lhe parecia tão... Certa. Quer dizer, tirando o fato dos dois garotos ainda não terem desistido de seu pequeno ringue de luta imaginário. Mas de alguma forma, aquele momento ainda o fazia se sentir bem. Estranho, mas de um modo bom.
- Charlie, você ainda é bebê, não manda na gente! – Nicholas levantou-se bruscamente do chão, cruzando os braços para a irmã.
Brando também se levantou e imitou o movimento do irmão. – É, ele tá certo!
E então os gêmeos fizeram um tipo de comprimento secreto com as mãos, como se nem se lembrassem de que há alguns segundos atrás estavam praticamente tentando assassinar um ao outro.
Charlotte ficou indignada. - Eu não sou um bebê! Só sou... Pequena! Sou mais velha que vocês!
Toc, toc , toc!
Chuck ouviu mais batidas na porta, mas os outros na sala pareciam não ter escutado. Continuavam agindo da mesma maneira.
Toc, toc , toc!
- Não estão escutando isso?
Mas ninguém respondeu, era como se Chuck não estivesse mais lá.
Toc, toc , toc!
E então, ele acordou.

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